quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Disco 98 cerveja 98




OS BORGES - Sou um tanto suspeito para falar sobre música mineira, em especial da família Borges. Até hoje os caras mandam ver na cena musical de Belo Horizonte. E isso começou faz uns 40 anos.

Neste disco a família se reuniu para ter uma diversão. Apenas dois convidados para este disco para cravar de vez o nome d'Os Borges no cenário musical. Milton Nascimento, que é um membro da família e Elis Regina.

Composições próprias da família - e uma música folclórica - o disco pode ser chamado de 'música mineira alegre', tamanha intimidade que ele nos dá.

"Em Família" abre o disco com um toque de humor. "Carona" "Um Sonho na Correnteza" e "Qualquer Caminho" é o que podemos dizer da essência da música mineira. A mistura da música caipira com o progressivo e o jazz. Coisa fina de se ouvir.

"Outro Cais" é uma psicodelia  ótima com a voz de Elis Regina. Ela, muito amiga da família, tempos antes gravou uma música de Telo Borges, a "Vento de Maio". Lô Borges gravou em seu primeiro disco também , conhecido como "Tênis".

Lô Borges pegou de seu primeiro disco e regravou "Eu sou como você é" com a família. Versão linda.  Na música "Daniel", uma guitarra única, um rif de entrada que marca. Sinceramente, uma das composições mais belas que pude escutar.

O disco fecha com o mestre Milton Nascimento (que entrará muito nesta lista de 100 discos) com "Pros Meninos".

Um disco para quem quem entender um pouco mais da história da música mineira. E nada melhor que degustar uma cerveja mineira.

Para este disco, acompanha muito bem uma Backer Pale Ale. É a típica inglesa: ruiva, encorpada, de amargor pronunciado e alta fermentação.

Família: Ale
Estilo: English Pale Ale
% alc.: 4,8
Volume: 355ml
Origem: Belo Horizonte - MG - Brasil
Cervejaria: Cervejaria Backer
Coloração: Alaranjado
Espuma: Média formação e baixa persistência
Aparência: Límpida

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Disco 99 Cerveja 99

Tim Maia - Tim Maia (1971)

Segundo disco do rei do Soul Funk brasileiro. Este segundo LP de Tim mostra um compositor maduro e seguro em comparação ao primeiro disco. Com mais desenvoltura e com um time nota 10 ( Pinduca no vibrafone e Chacal na percussão, esse disco já nasce com nomes de peso).

O disco já inicia com "A Festa de Santo Reis", uma das composições mais brilhantes de Tim com parceria de Marcos Leonardo. Depois vem um dos maiores sucessos de Tim, "Não quero dinheiro", música que dispensa apresentações.

A reflexiva "Um dia Chego Lá" mostra um lado mais filosófico de Tim, onde com suing ele já contava as angústias da meritocracia, onde o trabalhador só rala e nada de ficar com a vida mais tranquila. Quem leu a biografia de Tim Maia escrita por Sérgio Motta vai saber. Se não leu, leia.

Em não vou ficar, Tim mostra toda sua influência da música negra americana. Curiosamente, Roberto Carlos regravou essa música em seu LP de 1969 (anterior a esse do Tim) e que fez a música estourar Seis semanas seguidas como líder e mais pedida da Rádio Brasil. Tim ainda deu uma variada no tempo da música, deixando mais cadenciada do que dançante. Resultado, deixou perfeito o que já era fantástico.

"Você" abre um lamento de Tim.  Foi a primeira canção que Tim virou referência em canto chorado. O sentimento na música arrepia a qualquer momento de se escutar. Quem nunca cantou junto "Sou feliz agora, não, não vá embora não" ?

Este disco é feito para se escutar da primeira a última música sem pular um som sequer. Destaque para as três músicas em inglês do disco, todas de composição de Tim Maia. Broken Heart,  I Don't Know What to Do with Myself e I Don´t Care. Discão...

Para ouvir esse disco eu escolhi uma cerveja que acredito Tim Maia gostava. Digo isso pois ele era muito mais da pinga e uísque do que a cerveja. Mas na década de 70 a cerveja escura era uma coisa que estava entrando em moda na boêmia brasileira. Indico a Kaiser Bock por ser uma cerveja tradicional, encorpada, com um avermelhado único. Tal qual o som do Tim Maia.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Disco 100 / Cerveja 100

Começo com o disco que, para mim é o melhor da música psicodélica brasileira.

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Acabou Chorare, Novos Baianos.
Lançado em 1972, o segundo disco do grupo trouxe uma sonoridade única, com o rock virtuoso sendo mesclado com a música brasileira popular.Deste disco, saíram clássicos eternos como "Preta Pretinha" que volta-se à música baiana; "Tinindo Trincando", música de virtuosismo e com uma letra que remete-se a cocaína. Sem esquecer, claro da música "acabou Chorare", uma composição linda com uma letra absurdamente psicodélica.
Em "Swing de Campo Grande" é considerado samba de salão e sua letra alude ao carnaval e possui forte carga mística; um guia de música escrito por David Bowman e Paul Terry recomenda a listen to Swing de Campo Grande and notice the distinctive guitar sound.46 Segundo Boca de Cantor, letrista da canção, os militares da ditadura imaginavam que os Novos Baianos fossem "terroristas fantasiados de hippies" e que começaram a caçá-los; certa vez, ele conheceu um rezador que aconselhava tranquilidade nas horas difíceis e dizia: "vocês [Os Novos Baianos] são gente legal. O mal não colocará seus olhos em vós." O rezador então ensinou a simpatia que foi parar na letra da canção: "Quando receberem mau-olhado, virem 'toco', virem 'moita'." Para o grupo, isso significou disfarçar, passar pelos postos da Polícia Rodoviária e olharem para si mesmos, para suas próprias línguas, assim ninguém os veria, e, de fato, eles ficaram cinco anos sem pagar o IPVA do automóvel.

Este disco deveria estar na obrigatoriedade de se escutar nas escolas do Brasil. Remete a história da música e política, dado o momento que o Brasil passava.

Para escutar este disco, eu indico uma cerveja fantástica.

Delirium Tremens - Belgian Golden Strong Ale, Ale, 8.5%ABV, garrafa 330ml.

Cor: Dourada, levemente turva.
Espuma: Boa formação e média duração, de cor branca, boa consistência.
Aroma: Malte, doce, frutado (abacaxi), fermento, fenólico, picante, condimentado,leve álcool.
Paladar: Malte, doce, frutado (abacaxi), fenólico, picante, condimentado, álcool, bom amargor final, bom corpo.

Ótima cerveja. Uma clássica belga que deve ser degustada por todos que se interessam por boas cervejas.

Valor médio - R$20 (Mamãe Bebidas MG)

100 discos e 100 cervejas

Começo esse tópico com a promessa (já que estamos em reta final de eleição) de completá-lo.

Começo agora uma série, pensada em uma mesa de bar sobre música e cerveja. Por que não indicar 50 discos e quais cervejas boas para acompanhá-los?
Percebi que 50 discos para mim seria pouco, cometeria injustiças com alguns discos que simplesmente não podem ficar de fora da história da música brasileira.

Portanto vamos iniciar a lista?

Espero que aproveitem as indicações. Os discos foram escolhido por questão de gosto e importância histórico cultural para a música brasileira.

Todos os discos eu conheço de início ao fim, passagens e maior parte eu os tenho.

As cervejas, bom eu tomei todas, as fotos em sua maior parte foram tiradas por mim, então a indicação é certamente mais confiável que aquele catálogo na sua distribuidora.

Bora lá?

terça-feira, 22 de julho de 2014

Ele se sentou. Estava cansado das mesmas coisas. Refletiu sobre algumas, alguns, e até nenhum
Entrou em um interior diferente. Do lixo, escuro.
Pensou consigo mesmo.
Lembrou de quando era mais novo. Cada passo, cada gesto. Tudo ali era comum.
Ciente disso, decidiu abrir mão. Sentou-se mesmo andando e se viu longe...lá longe
Não gostou.
Pulou e começou de novo 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

SHA


Destinos cruzados sem planos
Até quando isso é possível
Deuses e Deusas jogando com fantasias

Até quando o sonho ficará apenas como sonho? 

TA


Nunca o olhar trocado foi tão comunicativo.
As trocas, as investidas, as imaginações
Morreremos juntos, mesmo estando separados

Onde a vida pode encontrar a linha linear da fantasia