terça-feira, 16 de setembro de 2014

Disco 100 / Cerveja 100

Começo com o disco que, para mim é o melhor da música psicodélica brasileira.

Adicionar legenda

Acabou Chorare, Novos Baianos.
Lançado em 1972, o segundo disco do grupo trouxe uma sonoridade única, com o rock virtuoso sendo mesclado com a música brasileira popular.Deste disco, saíram clássicos eternos como "Preta Pretinha" que volta-se à música baiana; "Tinindo Trincando", música de virtuosismo e com uma letra que remete-se a cocaína. Sem esquecer, claro da música "acabou Chorare", uma composição linda com uma letra absurdamente psicodélica.
Em "Swing de Campo Grande" é considerado samba de salão e sua letra alude ao carnaval e possui forte carga mística; um guia de música escrito por David Bowman e Paul Terry recomenda a listen to Swing de Campo Grande and notice the distinctive guitar sound.46 Segundo Boca de Cantor, letrista da canção, os militares da ditadura imaginavam que os Novos Baianos fossem "terroristas fantasiados de hippies" e que começaram a caçá-los; certa vez, ele conheceu um rezador que aconselhava tranquilidade nas horas difíceis e dizia: "vocês [Os Novos Baianos] são gente legal. O mal não colocará seus olhos em vós." O rezador então ensinou a simpatia que foi parar na letra da canção: "Quando receberem mau-olhado, virem 'toco', virem 'moita'." Para o grupo, isso significou disfarçar, passar pelos postos da Polícia Rodoviária e olharem para si mesmos, para suas próprias línguas, assim ninguém os veria, e, de fato, eles ficaram cinco anos sem pagar o IPVA do automóvel.

Este disco deveria estar na obrigatoriedade de se escutar nas escolas do Brasil. Remete a história da música e política, dado o momento que o Brasil passava.

Para escutar este disco, eu indico uma cerveja fantástica.

Delirium Tremens - Belgian Golden Strong Ale, Ale, 8.5%ABV, garrafa 330ml.

Cor: Dourada, levemente turva.
Espuma: Boa formação e média duração, de cor branca, boa consistência.
Aroma: Malte, doce, frutado (abacaxi), fermento, fenólico, picante, condimentado,leve álcool.
Paladar: Malte, doce, frutado (abacaxi), fenólico, picante, condimentado, álcool, bom amargor final, bom corpo.

Ótima cerveja. Uma clássica belga que deve ser degustada por todos que se interessam por boas cervejas.

Valor médio - R$20 (Mamãe Bebidas MG)

100 discos e 100 cervejas

Começo esse tópico com a promessa (já que estamos em reta final de eleição) de completá-lo.

Começo agora uma série, pensada em uma mesa de bar sobre música e cerveja. Por que não indicar 50 discos e quais cervejas boas para acompanhá-los?
Percebi que 50 discos para mim seria pouco, cometeria injustiças com alguns discos que simplesmente não podem ficar de fora da história da música brasileira.

Portanto vamos iniciar a lista?

Espero que aproveitem as indicações. Os discos foram escolhido por questão de gosto e importância histórico cultural para a música brasileira.

Todos os discos eu conheço de início ao fim, passagens e maior parte eu os tenho.

As cervejas, bom eu tomei todas, as fotos em sua maior parte foram tiradas por mim, então a indicação é certamente mais confiável que aquele catálogo na sua distribuidora.

Bora lá?

terça-feira, 22 de julho de 2014

Ele se sentou. Estava cansado das mesmas coisas. Refletiu sobre algumas, alguns, e até nenhum
Entrou em um interior diferente. Do lixo, escuro.
Pensou consigo mesmo.
Lembrou de quando era mais novo. Cada passo, cada gesto. Tudo ali era comum.
Ciente disso, decidiu abrir mão. Sentou-se mesmo andando e se viu longe...lá longe
Não gostou.
Pulou e começou de novo 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

SHA


Destinos cruzados sem planos
Até quando isso é possível
Deuses e Deusas jogando com fantasias

Até quando o sonho ficará apenas como sonho? 

TA


Nunca o olhar trocado foi tão comunicativo.
As trocas, as investidas, as imaginações
Morreremos juntos, mesmo estando separados

Onde a vida pode encontrar a linha linear da fantasia

Na


Sei que o mundo nunca foi grande suficiente
Nem minha coragem
Mas por onde andaria?
Fica imaginando, sempre encontrar por acidente... Um dia!

Lembro-me do quase
Do sempre
Do nunca e do agora. O agora que nunca teve.

Ou será que teremos? 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Paul ao vivo


É muito surreal ver, mesmo não sendo pela primeira vez, uma pessoa tão importante para a cultura pop como Paul McCartney.

Lembro nos idos de 89, quando eu ouvia sem parar o disco Please Please me dos Beatles. Muitas dessas músicas, quando tocam, me lembram uma infância maravilhosa. Brincar na rua, dormir debaixo da árvore de natal, comer gelatina... Mas tudo isso são apenas lembranças.

Vendo Macca(desculpe-me a intimidade, mas agora já temos o direito) ao vivo é um monento como esse. Que nos faz lembrar cada minuto, cada situação e que iremos lembrar, com aquele sorriso nos lábios, pelo resto de nossas vidas.

Ao entrar no palco, Macca saúda a todos de uma maneira simples. E tome quase três horas de uma apresentação alucinante. Praticamente todas as músicas são cantadas em unissom pelos presentes.
Cada acorde, uma emoção diferente cativa às pessoas. Nessa hora, não existem velhos, jovens, adultos,crianças, negros, brancos, índios ou europeus. Todos são Macca. Abraçar quem está ao lado para dividir aquela emoção, poder olhar para o estádio cheio de luzes para homenagear, fazendo do público parte do espetáculo, ver no telão,em Hey Judie, o rosto de tanta gente feliz, como se fosse a maior realização da vida destas pessoas... Isso só a música é capaz de fazer.

Macca não é daquele artista comum. Ele faz questão de aprender algo do local onde vai tocar. Expressões, gírias. Exceto em SP, onde não se tem uma expressão característica do lugar, em todos os locais que passou no Brasil deixou um pinguinho de sua sabedoria da cultura local. “Mas bah,tche”, no Sul, “E as Cariôcas esperrrtos” no Rio, “Povo Arretado” em Recife, “Uai” em Belo Horizonte... E o melhor, são quase três horas em que ele não sai do palco. Ele não coloca seus músicos para solar por 20 minutos enquanto descansa. A atenção é só para ele, ele é sempre a estrela principal no palco.

Vendo o rosto no final do show, em que pessoas se abraçam, ficam com cara de bobas, choram, podemos notar que a única coisa que dá para comentar com a maior sinceridade deste show é “Muito obrigado pela magia de existir,Sir. Paul”...