sexta-feira, 9 de março de 2012

Autismo

“Eu construí uma ponte
Além de nenhum lugar, através do nada
E queria que existisse algo no outro lado
Eu construí uma ponte
Além da neblina, através da escuridão
E desejei que estivesse luz no outro lado.
Eu construí uma ponte
Além do desespero, através da desconsideração
E sabia que poderia ter esperança no outro lado.
Eu construí uma ponte
Além da falta de ajuda, através do caos
E acreditei que poderia existir força do outro lado.
Eu construí uma ponte
Além do inferno, através do terror
E era uma boa, forte e bonita ponte.
E era uma ponte que eu construí
Com apenas minhas mão por ferramentas
Minha obstinação como suporte
Minha fé como medida e meu sangue como pregos.
Eu construí uma ponte
E a atravessei, mas não havia ninguém
Para me encontrar do outro lado”.


SINCLAIR

Moska - A outra volta do parafuso

Esquecemos tudo então

Vamos esquecer aqueles dias que passamos juntos, e que estragaram aquele sentimento tão belo que tivemos quando nos conhecemos.
Vamos esquecer que aquela rotina de dormir e acordar juntos acabou com um sonho tão belo. Aqueles pensamentos iguais de comunidades, filhos, corpos, universo, religião...
Lembro que um dia tu me disseste “Não importa o que aconteceu no passado, o que importa é que agora você quer ficar comigo”. E hoje isso são apenas palavras
Claro que eu também errei, mas sei muito bem que não fui o único. E que todos os meus erros tomarei de lição para que um dia possamos novamente ter ao menos um papo além do “oi, e ae, que bom,tchau”.
Sinto falta de nossos carinhos. Daqueles planos que fazíamos. Daquela viagem marcada e que infelizmente não aconteceu. Daquele destino sem culpa.
Aqueles abraços, aqueles beijos, aquela cumplicidade... Sinto falta de tanta coisa, de tantos papos, mensagens pelo celular, os textos que falávamos com o outro.
Mas isso tudo é apenas uma lembrança. Algumas palavras realmente foram soltas, ao vento e que nada disso hoje parece ser real.
Dentre todos os dias daminha vida, me dói saber que fiz a pior escolha de todas. Sair de perto de ti.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Suave Mudança

Vejo as estrelas em seus olhos
Retratando meu rosto no futuro
O clima lá fora está agradável
Mas eu vou ficar em casa
Esperando pela chuva

Lembranças de quando éramos jovens
Querendo tanto ser mais velhos
Agora você pode olhar para o passado
O único caminho à frente

Acendendo outro cigarro
Parecendo tranquilo enquando desmorono por dentro
Dizer "oi" para as pessoas é como dizer "adeus"
Rindo mas querendo chorar

Mudança suave de marés
Dias que estão por vir
Os espíritos de um novo horizonte caem
Sobre velhos sonhos

Parado aqui urrando para a tempestade
Gritando como a vida poderia ser perfeita
Bem, então as paredes tem que cair
Pra começar de novo

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Confetes de carnaval

Aquele pedacinho colorido que sempre traz alegria, agora é motivo de lágrimas.

Por que, Deus meu, apronta mais uma dessa em minha vida? Penso todos os dias se pequei ao ponto de ser deixado de lado por tudo e todos.

Risos, carnaval,samba,alegria...e eu com minhas lágrimas correndo.

Por que nada caminha na direção correta?

seria destino meu sempre viver na infelicidade dos dias que aqui jazigo em uma cidade mequetrefe?

Um dia ei de entender a humanidade. E assim, decepcionar-me mais ainda...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ansiedade para a felicidade

Nunca fui ansioso na minha vida. Não sou de ficar esperando minutos, contando dias, horas para alguma coisa. Faço-o por brincadeira, por animação, por agrado, por mero acaso.

Mas hoje estou radiante.

Estou contando as horas para poder encontrar minha felicidade. E quem não ficaria ansioso com isso?

Quero poder beijá-la. Tocá-la e dizer o quanto eu esperei pela sua chegada. Poder apenas ficar observando-a dormir. Dar um beijo em seu rosto e depois dormir junto.

A felicidade, certas horas, vem naquelas horinhas de descuido.

E ela pode ser uma grande felicidade, pode ser uma felicidade passageira, ou pode ser uma pequena felicidade. Mas ela está lá, me esperando. Onde? Ainda tenho que descobrir.

Mas andando por ai, sei que logo a encontrarei.

Procurando dois quartos de luz...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Luz


Não preciso dos outros para ficar feliz.
Quando o dia está nublado, eu invento logo um sol, e os pássaros que ficam em minha janela logo aparecem.

Se a noite está escura, eu consigo um lampião. Logo que a lua aparece, eu prefiro apagar. A luz da lua é fascinante quando se está sozinho.
Ou então, gosto de inventar por do sol. Prefiro ficar mil horas admirando, mesmo sabendo que não passa de uma pintura.

Não preciso de amigos. Aprendi a ser sozinho e não confiar nas pessoas. Afinal, quem aqui confia realmente no ser humano?

Eu sei que pode parecer ideia radical, mas é assim que vivo feliz.
Minha estrada eu mesmo faço. Tento caminhar na linha que o vento me leva. Se me levar para a linha da solidão, logo invento amigos. Se me leva para a chuva, logo invento um dia quente para tomar um banho refrescante da água que cai do céu.

Consigo inventar as histórias mais engraçadas para me fazer rir nos dias que estou triste. Consigo ver, em casa grão de areia, sorrisos direcionados a mim todos esses anos. Milhões de guizos sorrindo.

Às vezes, um telefonema basta para eu conseguir um sorriso verdadeiro. Tem horas que quero muito ver o real valor das coisas. Mas sempre esbarro na realidade. Que se dane, o importante é a gente caminhar para onde o sorriso seja o mais sincero possível.