Aquele pedacinho colorido que sempre traz alegria, agora é motivo de lágrimas.
Por que, Deus meu, apronta mais uma dessa em minha vida? Penso todos os dias se pequei ao ponto de ser deixado de lado por tudo e todos.
Risos, carnaval,samba,alegria...e eu com minhas lágrimas correndo.
Por que nada caminha na direção correta?
seria destino meu sempre viver na infelicidade dos dias que aqui jazigo em uma cidade mequetrefe?
Um dia ei de entender a humanidade. E assim, decepcionar-me mais ainda...
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Ansiedade para a felicidade
Nunca fui ansioso na minha vida. Não sou de ficar esperando minutos, contando dias, horas para alguma coisa. Faço-o por brincadeira, por animação, por agrado, por mero acaso.
Mas hoje estou radiante.
Estou contando as horas para poder encontrar minha felicidade. E quem não ficaria ansioso com isso?
Quero poder beijá-la. Tocá-la e dizer o quanto eu esperei pela sua chegada. Poder apenas ficar observando-a dormir. Dar um beijo em seu rosto e depois dormir junto.
A felicidade, certas horas, vem naquelas horinhas de descuido.
E ela pode ser uma grande felicidade, pode ser uma felicidade passageira, ou pode ser uma pequena felicidade. Mas ela está lá, me esperando. Onde? Ainda tenho que descobrir.
Mas andando por ai, sei que logo a encontrarei.
Procurando dois quartos de luz...
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Luz
Não preciso dos outros para ficar feliz.
Quando o dia está nublado, eu invento logo um sol, e os pássaros que ficam em minha janela logo aparecem.
Se a noite está escura, eu consigo um lampião. Logo que a lua aparece, eu prefiro apagar. A luz da lua é fascinante quando se está sozinho.
Ou então, gosto de inventar por do sol. Prefiro ficar mil horas admirando, mesmo sabendo que não passa de uma pintura.
Não preciso de amigos. Aprendi a ser sozinho e não confiar nas pessoas. Afinal, quem aqui confia realmente no ser humano?
Eu sei que pode parecer ideia radical, mas é assim que vivo feliz.
Minha estrada eu mesmo faço. Tento caminhar na linha que o vento me leva. Se me levar para a linha da solidão, logo invento amigos. Se me leva para a chuva, logo invento um dia quente para tomar um banho refrescante da água que cai do céu.
Consigo inventar as histórias mais engraçadas para me fazer rir nos dias que estou triste. Consigo ver, em casa grão de areia, sorrisos direcionados a mim todos esses anos. Milhões de guizos sorrindo.
Às vezes, um telefonema basta para eu conseguir um sorriso verdadeiro. Tem horas que quero muito ver o real valor das coisas. Mas sempre esbarro na realidade. Que se dane, o importante é a gente caminhar para onde o sorriso seja o mais sincero possível.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Longe demais
Distância.
Saudade
São sentidos que sempre me acompanham na vida. Mas tudo é muito relativo, como sempre ouço.
A saudade que tenho da minha avó, da minha vida aos 11 anos, ou menor, quando brincava na rua sem preocupação. Do sol que quando eu acordava estava lá e ia embora rapidamente quando entrava para casa.
A distância entre meu coração e Buffalo, que a cada dia aumenta mais. Entre pontos que o destino colocou em uma praia de uma cidade linda, charmosa, maravilhosa, que diminui apenas com um desabafo sincero.
Mas cada distancia difere da outra.
Tenho saudades de quem está longe de mim. Pessoas que entram e saem de nossas vidas, mas por algum motivo algo permanece por longo tempo!
Sinto tanta saudade daqueles olhinhos puxados, da pele negra e macia. Do sotaque caipira, daquela pequena dos cabelos bagunçados... Daquela que me ensinou o que é o amor. Dos cabelos que descobri serem enroladinhos, daquele olhar por de trás dos óculos, daquele cabelo rosado que me fez ir do céu ao inferno, daquelas horas perdidas ao telefone, daquela xícara que um dia eu me transformei ...tudo isso hoje vive distante, em minha árdua memória.
Não sei se a culpa disso é toda minha, mas sei que todas essas lembranças, todos os momentos são eternamente guardados com a mais pureza das saudades.
Será que eu transmito algo do tipo também?
Fico pensando...
Sei que nunca vou descobrir o que realmente fiz em algumas vidas. Deixei saudades? Sentem a distancia como eu sinto?
E eu fico aqui, refletindo co minha saudade...movido apenas pela distancia de todo o tempo.
Saudade
São sentidos que sempre me acompanham na vida. Mas tudo é muito relativo, como sempre ouço.
A saudade que tenho da minha avó, da minha vida aos 11 anos, ou menor, quando brincava na rua sem preocupação. Do sol que quando eu acordava estava lá e ia embora rapidamente quando entrava para casa.
A distância entre meu coração e Buffalo, que a cada dia aumenta mais. Entre pontos que o destino colocou em uma praia de uma cidade linda, charmosa, maravilhosa, que diminui apenas com um desabafo sincero.
Mas cada distancia difere da outra.
Tenho saudades de quem está longe de mim. Pessoas que entram e saem de nossas vidas, mas por algum motivo algo permanece por longo tempo!
Sinto tanta saudade daqueles olhinhos puxados, da pele negra e macia. Do sotaque caipira, daquela pequena dos cabelos bagunçados... Daquela que me ensinou o que é o amor. Dos cabelos que descobri serem enroladinhos, daquele olhar por de trás dos óculos, daquele cabelo rosado que me fez ir do céu ao inferno, daquelas horas perdidas ao telefone, daquela xícara que um dia eu me transformei ...tudo isso hoje vive distante, em minha árdua memória.
Não sei se a culpa disso é toda minha, mas sei que todas essas lembranças, todos os momentos são eternamente guardados com a mais pureza das saudades.
Será que eu transmito algo do tipo também?
Fico pensando...
Sei que nunca vou descobrir o que realmente fiz em algumas vidas. Deixei saudades? Sentem a distancia como eu sinto?
E eu fico aqui, refletindo co minha saudade...movido apenas pela distancia de todo o tempo.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
2012
Ela parecia atordoada com toda essa situação. Não queria ir embora, mas não queria ele por perto também. Paradoxalmente, ela queria ficar grudada mas distante dele...
Ela, que sempre fora muito orgulhosa, parecia se remoer ao tentar falar àquelas palavras que ficavam em sua cabeça. Mas nunca conseguiu se expressar totalmente.
Agora era hora de ir embora.
Aquela despedida para o nunca mais. Cinco, dez, ou talvez vinte anos ficarão separados. Separados pelo tempo, pela tortura e pelas circunstancias da vida. Ah, essa vida que nos prega as peças mais sem graça.
Ele lembrou do tempo que ficaram separados. Lembrou de como a saudade era grande entre eles. Mas lembrou daquele dia que ela o tratou como uma pessoa invisível. Parecia não estar ali, no momento em que estavam.
Ela, arrependida, não queria que tudo fosse tão breve. Mas foi.
E de tanto dizer sim, ela se atirou no mar.
Ela, que sempre fora muito orgulhosa, parecia se remoer ao tentar falar àquelas palavras que ficavam em sua cabeça. Mas nunca conseguiu se expressar totalmente.
Agora era hora de ir embora.
Aquela despedida para o nunca mais. Cinco, dez, ou talvez vinte anos ficarão separados. Separados pelo tempo, pela tortura e pelas circunstancias da vida. Ah, essa vida que nos prega as peças mais sem graça.
Ele lembrou do tempo que ficaram separados. Lembrou de como a saudade era grande entre eles. Mas lembrou daquele dia que ela o tratou como uma pessoa invisível. Parecia não estar ali, no momento em que estavam.
Ela, arrependida, não queria que tudo fosse tão breve. Mas foi.
E de tanto dizer sim, ela se atirou no mar.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Lágrimas da mãe mundo
Em teu sonho um anjo vem dizer
Que as estrelas têm sono e vão dormir
À mão rosa da aurora e a luz do sol
Parecem dizer: - Acorda menina, outro dia já vem.
Rios de gente, nuvens de fumaça
Que escondem a luz da manhã
Rugem os motores da grande cidade
Que abafam a canção dos pardais
Um mundo tão grande assim
Não pode caber
Nas mãos pequenas do amor
Que carregam cada dia
Pequeninas sementes
Os sonhos humildes
Que a cidade grande escondeu
Na sombra dos arranha-céus
Outro dia ja foi e você vem
Traz pra casa os sonhos que teceu
Mas se o mundo girar e o céu cair
O que vai restar saber resistir
Imune aos vendavais
Volta pra casa
De novo aos meus braços
Esquece o que o mundo te faz
Vem que eu te ponho no colo
Te conto uma historia, te faço dormir
O mundo é pequeno demais pra conter
A imensidão do amor
As lágrimas da estrela mãe
Oceano infinito
Que aos poucos abre fendas
Nos coracões de pedra
Nos muros desse velho mundo
Que as estrelas têm sono e vão dormir
À mão rosa da aurora e a luz do sol
Parecem dizer: - Acorda menina, outro dia já vem.
Rios de gente, nuvens de fumaça
Que escondem a luz da manhã
Rugem os motores da grande cidade
Que abafam a canção dos pardais
Um mundo tão grande assim
Não pode caber
Nas mãos pequenas do amor
Que carregam cada dia
Pequeninas sementes
Os sonhos humildes
Que a cidade grande escondeu
Na sombra dos arranha-céus
Outro dia ja foi e você vem
Traz pra casa os sonhos que teceu
Mas se o mundo girar e o céu cair
O que vai restar saber resistir
Imune aos vendavais
Volta pra casa
De novo aos meus braços
Esquece o que o mundo te faz
Vem que eu te ponho no colo
Te conto uma historia, te faço dormir
O mundo é pequeno demais pra conter
A imensidão do amor
As lágrimas da estrela mãe
Oceano infinito
Que aos poucos abre fendas
Nos coracões de pedra
Nos muros desse velho mundo
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Luxos...
Não tenho luxo em minha vida.
Não tenho um celular de última geração, não tenho um tênis de marca, não tenho sequer uma televisão. Vivo muito bem sem ela. Não tenho uma roupa cara, não vou para lugares onde gasto muito para me divertir, não tenho metas de comprar um carro ou uma moto que seja.
Não sou apegado às coisas materiais. Não me importo se a pessoa tem uma moto,um carro, ou ganha muito dinheiro.
Não tenho um microondas, não tenho um super faz tudo, que corta, vira escada, faz café e gela a cerva.
O que eu tenho é meu mais puro e sincero coração, onde o que mais vale é o lado verdadeiro.
Sorrisos são fáceis de disfarçar. Mas difíceis de tirá-los verdadeiramente.
Uma única palavra, da mais simples e singela. Um único gesto, uma atitude que faz ver como as pessoas podem fazer sacrifícios por umas, mas outras nem tanto.
Mas o que eu tenho eu posso garantir, é real, é simples e é de coração.
Tenho comigo todos os galhos de uma árvore que cresce meio ao caos urbano. Voltada para o sol, ela conforta, protege e consegue ser maior que muita gente, porém ocupando menos espaço.
Sou assim, do jeito que eu sou
Não tenho um celular de última geração, não tenho um tênis de marca, não tenho sequer uma televisão. Vivo muito bem sem ela. Não tenho uma roupa cara, não vou para lugares onde gasto muito para me divertir, não tenho metas de comprar um carro ou uma moto que seja.
Não sou apegado às coisas materiais. Não me importo se a pessoa tem uma moto,um carro, ou ganha muito dinheiro.
Não tenho um microondas, não tenho um super faz tudo, que corta, vira escada, faz café e gela a cerva.
O que eu tenho é meu mais puro e sincero coração, onde o que mais vale é o lado verdadeiro.
Sorrisos são fáceis de disfarçar. Mas difíceis de tirá-los verdadeiramente.
Uma única palavra, da mais simples e singela. Um único gesto, uma atitude que faz ver como as pessoas podem fazer sacrifícios por umas, mas outras nem tanto.
Mas o que eu tenho eu posso garantir, é real, é simples e é de coração.
Tenho comigo todos os galhos de uma árvore que cresce meio ao caos urbano. Voltada para o sol, ela conforta, protege e consegue ser maior que muita gente, porém ocupando menos espaço.
Sou assim, do jeito que eu sou
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